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Na vaga esperança de dar uma certa dignidade a este blog, venho-me aqui insurgir e finalmente, uns anos depois desde o meu último post, escrever algo de extremo interesse e particularmente nobre…
Como todos já devem estar a perceber, vou falar de Bordéis.
Este ano tive a oportunidade de passar a minha antevéspera de natal numa dessas casas onde se transpira cultura, onde se debatem ideologias e onde por vezes cheira muito mal.
Ok, a parte de transpirar cultura pode ser um pouco exagerado… e debater ideologias… pá, enfim, o significado de ideologia pode ser muito subjectivo, não é? Mas pronto, nesta bela quadra natalícia, pareceu-me o lugar ideal para celebrar os valores da fraternidade, da família, da solidariedade e das taxas de câmbio relativas à prática do coito.
O espectáculo é muito variado, desde mulheres a tirar roupa agarradas a um varão besuntado com uma matéria peganhenta de aspecto duvidoso (duvidoso quer dizer que ninguém duvida do que se trata…), até mulheres a tirar a roupa ao lado de um varão besuntado com… enfim, vocês sabem…
E na plateia, gente dos mais variados extractos sociais, desde ladrilhadores a estucadores, de serventes a ferrageiros, todos a conviver em alegre harmonia.
As jovens eram constantemente mimadas com piropos inocentes, que englobavam palavras como: “ patareca, pito, pasmada, crica, etc…”
É em lugares como este, em que reina o espírito natalício, que é possível verificar de uma forma quase comovente, que o natal não tem cor ou raça ( já que elas eram brasileiras, ucranianas, russas, moldavas, angolanas e uma que era extremamente parecida com o Well_pt que dizia ser da Atalaia…)
Meus amigos, a todos, Boas Festas
Lefty.